De Mudança www.ffwd.com.br

É claro que quem costuma visitar o blog sabe que tem alguma coisa acontecendo... ficamos um tempo sem postar as novidades, porque elas não são poucas e estruturamos o nosso novo blog. É isso: estamos de mudança para o nosso domínio próprio: www.ffwd.com.br

A partir de hoje todos os 6 sócios da Fast Forward vão postar as novidades, comentar sobre assuntos ligados a comunicação e esperar os comentários de quem gosta de interagir.

Entre e seja bem-vindo!

Eureka !

A criação passa sempre por vários momentos diferentes.

 

Eureka, exclamação atribuída a Arquimedes para dizer: encontrei, hoje simboliza a idéia, mas o primeiro momento da criação publicitária, propriamente dita, não é responsabilidade da criação, do planejador ou do atendimento. O primeiro momento surge do ambiente que nos habituamos a chamar de mercado já que não conseguimos defini-lo.

 

É a evolução do ambiente que determina o momento em que um produto ou serviço pode ser oferecido ao consumidor. Se algo surge antes ou depois, não há idéia capaz de contribuir no processo de venda de um produto. Por isso a importância de ler revistas, jornais, assistir novelas, Big Brothers, cinemas, teatros, shows, sentar num bar e falar sobre o que acontece na vida e muito mais.

 

Muitas pessoas acham que o publicitário é um bon-vivant por natureza. Advogados, engenheiros, arquitetos não se cansam de dizer o quanto o trabalho os cansa. Suspeito, às vezes, que a imagem de glamour dos anos setenta a oitenta ainda sobrevive na visão que as pessoas têm sobre os publicitários. Somos todos: “adoráveis vagabundos” – é o senso comum.

 

Não apenas não me enquadro nisso, como acho que todas as profissões se beneficiariam de viver um pouco mais, saber um pouco mais, conversar um pouco mais. Afinal, é muito mais fácil encontrar algo quando se sabe o que se está procurando.

Tendências

Você já ouviu falar no site trendwatching.com? Não? Então é melhor dar um pulo lá correndo. Um dos investimentos recentes da FFWD foi a compra do relatório de tendências de 2009 feito pelo site.

 

São 166 páginas de tendências, divididas em 15 tópicos e muitas referências que valem a pena conhecer. Mas importante mesmo é pensar em como aplicar as tendências no nosso dia-a-dia e no dos nossos clientes.

 

Talvez a tendência que tenha chamado mais a minha atenção tenha sido a que explica as 4 formas de consumo (ou “consumerismo” como o relatório prefere chamar). A idéia é que existam quatro tipos de consumidor:

 

Consumidor 1.0 – Eu tenho status porque eu tenho alguma coisa

Consumidor 2.0 – Eu tenho status pela experiência que eu tenho com um produto/serviço

Consumidor 3.0 – Eu fiz alguma coisa que se tornou um produto ou serviço, por isso tenho status

Consumidor 4.0 – Eu doei algo, contribui, me importei, fui generoso e isso é o mais importante para o meu status

 

O fato é que você ode ser, simultaneamente, vários tipos de consumidor. Vale pensar a fundo nisso. A Globo, por exemplo, sem dúvida nenhuma usou essa tendência na hora de pensar na sua campanha de final de ano. Foram milhares e milhares de pessoas enviando seus vídeos e participando na campanha. 

Diretor de Vitrines !?!?!

Pois é..estava assistindo o vídeo aí de baixo que fala sobre a audiência das vitrines da Macy's e mostra uma entrevista com o Diretor de Vitrines da loja, Paul Olszewski. Realmente a gente ainda está muito longe desse mundo em que o cara possui um tema, claramente definido, roteiristas, iluminadores, interatividades, etc...São no total mais de 100 pessoas trabalhando nas vitrines que inauguraram no último domingo em Nova York e a "audiência deles" chega a 7.000 pessoas por hora !!!

 

Detalhes tão pequenos...

Ainda no meu estágio na Denison, lembro de ter chegado um dia e visto uma imensa quantidade de artes-finais em cima da mesa da secretária. Perguntei o que era aquilo e ela me disse que eram as artes do relatório anual do Montrealbank. Perguntei pro Mauro Forjaz, meu chefe direto, se eu podia dar uma olhada e ele me disse que sim, mas que sa artes estavam todas prontas e revisadas para ir para fotolito (eu sei, eu sei...mas eram outros tempos).

Meia hora depois entrei na sala do Mauro e disse: - Acho que temos um problema. Aliás uns cento e cinquenta problemas, porque essa foi a quantidade de erros que eu achei no relatório do Montrealbank.

Fomos revisar tudo de novo e realmente a quantidade de erros era absurda e desde a primeira página onde o relógio da foto do presidente estava na mão errada, ou seja a foto estava invertida e ninguém tinha notado. Acho que essa  foi uma das razões de eu ter sido contratado um tempinho depois.

Hoje, acessando a página do MMonline encontro um pop-up com a foto de um executivo da Abril carregando um laptop da Apple, mas a mordida estava do lado errado...

Chamem o estagiário!!!!

É Natal !!! Ho-Ho-Ho!!!

Lembro do meu sonho de criança em passar um Natal nos Estados Unidos. A idéia era a de termos neve no Natal, viver um genuíno "White Christmas". Isso só aconteceu muito tempo depois, quando eu já não era mais criança e mesmo assim sem o meu pai por perto, que me fez muita falta.

De qualquer forma, lembro até hoje das cores do Natal em Nova York. Todas as lojas enfeitadas como se fossem grandes árvores de natal. Bonecos, flores, estrelas. Tudo mágico, brilhante, fascinante. A árvore do Rockefeller Center era o mais impressionante, mas o clima estava em todo lugar. Todas as lojas, restaurantes, cinemas, táxis, etc.

Aí a gente volta pro Brasil, o tempo passa e ficamos imaginando quando vamos chegar perto de um white Christmas... É claro que estamos no meio de uma crise imensa. Claro que o espírito natalino no Brasil é bem diferente. Mas os EUA não chegaram ao que eles têm hoje do dia pra noite. Foi preciso muito trabalho e, principalmente, muito trabalho do pessoal de marketing.

A história começa em 1822 quando Clement Clark Moore escreve um poema para os seus seis filhos com o título: Uma Visita de São Nicolau. O poema conta a lenda de São Nicolau Taumaturgo, bispo de Mira que tinha o costume de ajudar os necessitados de forma anônima. No poema e na fantasia de Moore São Nicolau andava em um trenó, puxado por renas. Nascia Santa Claus e a óbvia oportunidade comercial de promover a troca de presentes. Em 1931, a Coca-Cola dá uma nova roupagem ao conhecido Santa. Roupas vermelhas, bochechas rosadas e uma garrafa de Coca-Cola na mão; foi assim que Santa Claus ganhou a mídia e a Coca-Cola conseguiu se associar com a figura mais popular de todos os tempos.

Ontem, li no Blue Bus que a Coca-Cola vai voltar a usar o bom velhinho esse ano, mas ainda estamos longe do espírito de Natal que os americanos conhecem tão bem. Acredito que em um futuro próximo as agências e anunciantes vão entender que a época do Natal não é apenas a época das promoções, decorações de shopping, etc. Natal dá a oportunidade de todos trabalharmos em uma só direção, criando o clima, a magia e o envolvimento capazes de tocar as pessoas. As vendas são inevitáveis (e desejadas), mas todo ano perdemos a oportunidade de mexer mais fundo com a sociedade. Talvez por que a lapônia esteja muito longe, talvez porque resistimos a cultura americana. Quem sabe fazemos do dia de Zumbi uma grande festa brasileira.

Morreu Jario Carneiro

Soube hoje pelo jornal. O site da ABP informa:

 ABP perde Jairo Carneiro

Destaques será uma homenagem ao executivo

Jairo Carneiro, Vice-Presidente Executivo da Associação Brasileira de Propaganda (ABP), sucumbiu ao câncer na madrugada desta terça-feira, 9 de dezembro, no dia da entrega dos Destaques do Ano da entidade, que ele gostava tanto de realizar. O executivo, assim como no festival realizado este ano (foto), será mais uma vez homenageado, esta noite no Clube Caiçaras.  

Presidente da ABP em duas gestões (1985-1987 e 1993-1995), Jairo será enterrado nesta às 16h, no Cemitério São João Batista. O corpo está sendo velado na Capela 4.

Eureka!

Os gênios da propaganda estão soltos.

Semana passada na agência estávamos conversando sobre a importância da conceituação dos trabalhos e da estupidez que é utilizar idéias prontas com o primeiro cliente que aparecer. Resolvi dar um exemplo. Escrevi num papel: "dois mil inove", e disse: não dou duas semanas pra alguém sair com uma campanha de final de ano usando isso. Não precisou tanto, no sábado abri a Veja e dei de cara com um anúncio seqüencial do Bradesco com o tema: "2000 inove". A campanha é do Bradesco, mas se ele não tivesse aprovado ela podia ser vendida para o Banco do Brasil, a FGV, a Nike, Coca-Cola ou qualquer outro grande anunciante que estivesse com preguiça de pensar.

Afinal quando um tema serve para qualquer um, ele não serve para ninguém. Será que os gênios da propaganda perderam essa aula?

Ontem, junto com o Meio & Mensagem, que eu adoro, veio um encarte com o curioso nome de: Portfólio de Agências 2009. Uma curiosa publicação que começa com a relação, em ordem alfabética, das agências com portfólios premium e standard, dentro de uma planilha que mostra a UF (unidade da federação) e as áreas de atuação das agências divididas em: propaganda, digital, marketign direto, promoções e eventos e a página onde você encontra o portfólio. E o resto? e design? e merchandising? e trade marketing? Tudo bem, deixa isso pra lá que esse é o mundo "above the line" (irgh!)

Começamos com a Fala!...ué, mas e a ordem alfabética? simples, eles se chamam: Agência Fala! - ah, tá...logo depois tem a Agência Tudo e só então vem a Almap BBDO.

O fato é que em cada página você encontra algo como 20 anúncios reduzidos (ao ponto de ser impossível ler), alguns snap-shots de filmes, uns cartazes e o que mais couber...só que não cabe mais nada. Alguém me explica por que as agência resolveram apresentar numa página dupla, vinte anúncios de página dupla!!! será que alguém acha mesmo que um cliente vai olhar para isso, pegar a sua lente de aumento e escolher uma agência porque ela fez um título como: "Embarque no Planeta antes que os ingressos acabem" ???

Devo estar ficando velho demais para entender o que acontece A úncia coisa que faz sentido na minha cabeça é que essa é uma ação de good-will das agências como Meio & Mensagem, o que não vai adiantar nada, porque o veículo é sério e vai continuar elogiando só quem merece..acho eu.

Você comemorou?

Dia 4 de Dezembro é o dia mundial da propaganda. Você comemorou?

Eu esqueci completamente. Tive uma semana corrida com muito trabalho sendo feito e bons acordos sendo costurados. Nunca fui do tipo capaz de gostar de reuniões. Acho que elas são o meu maior pesadelo. Mas nessa semana, algumas das minhas reuniões foram muito boas. Especialmente a que tive com o Anderson do Afroreaggae. Esses caras são o máximo e espero conseguir fazer negócios com eles.

Mas, voltando ao 4 de Dezembro. Não lembro de ter lido uma única linha sobre isso, mas lembro de ter lido o jornal, de ter ido trabalhar muito cedo e ter trabalhado até muito tarde. Se tivéssemos mesmo que comemorar, o que seria comemorado? Acho que a única coisa que acontece no dia 4 é a entrega do Caboré...mas: who cares?

Vamos lá: o que se comemroa no dia mundial da propaganda? se você descobrir, me convide para a festa do ano que vem.

O que aconteceu com a nossa propaganda?

Fico sempre me controlando para não falar do trabalho dos outros. Acho chato comentar sobre o anúncio que eu gostei, o filme que eu detestei, etc. Mas o que eu ando vendo na TV e nos jornais é cada vez pior. E não é só um ou outro filme ruim. Hoje o difícil é saber o que tem de bom passando por aí.

Um filme que eu não aguento mais ver na TV é o da Ford, acho que é do Ford Focus, que mostra uma assistente de produção perguntando se vão usar o Focus ou um dublê e no final o "dublê" de carro explode. O que é isso? Qual o objetivo de comunicação desse filme? Será que alguém acredita que eu vá comprar um Ford Focus porque o diretor não explodiu ele na cena de um filme? Tem várias hipóteses para explicar o que leva uma empresa como a Ford a veicular um filme desses:

1. É uma campanha para toda américa latina e no pré-teste da Bolívia o filme foi muito elogiado

2. O Diretor de marketing saiu de férias e o estagiário falsificou sua assinatura e liberou o filme

3. Alguém da agência convenceu o cliente que a mensagem subliminar era mais importante do que dar sentido ao filme

4. O filme foi pago pela GM

É incrível que a publicidade brasileira tenha se rendido a mediocridade da forma que temos visto. No site da Ford o conceito que eles usam é: O Carro para quem gosta de carro. (???) No hotsite do Ford Focus Hatch, dizem: Sobram motivos para você ter um. (???????)

Acho que isso é só um exemplo da juniorização das agências, que deixaram de contribuir na comunicação dos clientes e passaram apenas a fazer exatamente o que o cliente está pedindo, sem tirar nem por. Consigo imaginar o cliente dizendo: - E se a gente transofrmasse o Ford Focus numa estrela de cinema, do tipo que precisa de um dublê para as cenas mais perigosas. E o Atendimento: - Uau!!! nossa que idéia genial. Vou trabalhar nisso agora mesmo...

É claro que isso é fruto da minha imaginação. Mas a minha opinião é que ninguém vai comprar um carro por conta do comercial. Pode até comprar pelo carro, que é lindo, moderno, tem personalidade, etc, etc. Mas o fato é que fica no ar a sensação de que o filme precisava vir com legendas, explicando o que ele quer dizer, alguma coisa como: O Ford Focus é uma estrela de cinema. Ele é lindo, se destaca dos demais e por isso colocamos ele nesse set de filmagem. Os atores que aparecem são só figurantes. Não prestem atenção neles. Reparem no botãozinho que ele aperta no painel. Na hora da explosão: fique tranquilo, estamos explodindo um carro da concorrência...que aliás deu o maior trabalho pra disfarçar, porque senão teríamos que tirar o filme do ar por causa do CONAR.

Tá na hora de mudar.

Tempo sem Blogar

Eu sei, eu sei...fiquei algum tempo sem conseguir nem pisar por aqui.

Acontece tanta coisa em duas semanas que é até difícil explicar. Mas o mais sério e triste foi a morte do meu avô em São Paulo, depois de 95 anos de vida bem vivida. Isso mexe com a gente e faz pensar. Minha escolha foi ficar comigo mesmo, sem fazer grandes marolas. Escrevi um texto sobre ele que mandei para a minha família no sábado, dia 15, dia da sua morte. Quero reproduzir aqui como uma homengam a ele, depois de sete dias:

Na verdade não morreu, meu avô apagou aos 95 anos de vida, depois de muito viver, muito saber, muito querer.

 

Morre com ele uma parte importante de mim, do meu pai, meu irmão, meus primos, meus tios e tias queridos. Morre um elo que manteve tantos anos a cumplicidade Forbes, razão de haver sempre alguém falando e reclamando de outro alguém sem jamais permitir que outra pessoa falasse qualquer coisa. Morre no momento em que todos os filhos se falam, se escutam, se entendem.

 

Meu avô, vovô, papai, sogro, bisavô, Luiz, Doutor Luiz. Não importa o nome pelo qual o chamassem ele sempre atendia. Com ele minha filha falava em alemão para a diversão dos dois. Pequenos segredos em uma deliciosa cumplicidade entre o mais velho e uma das mais novas Forbes.

 

A morte em casa, no cômodo preferido, cercado de cuidados, atenções e carinhos, conforta. Descansou, dirão alguns. Fica o dever de enfrentar a perda e manter unida uma família que em seu nome sempre se reuniu e que em seu nome continuará reunida. Fica o dever de confortar principalmente a avó e os pais, os primos, os bisnetos e todos aqueles que puderam aproveitar da sua companhia, generosidade, inteligência.

 

As lembranças voltam correndo: o apartamento de Santos, os mistérios de seu escritório e suas gavetas, as férias em Santos com direito a sangria num bar da orla, as ceias de Natal, o whisky nas visitas surpresa, o Horse`s Neck nos almoços de sábado, o kilt escocês, as implicâncias com a vovó, as palavras cruzadas em francês, as citações em latim, as histórias do passado contadas em confidência, os beijos carinhosos que o deixavam encabulado, as consultas médicas feitas por interurbano, as piadas, as festas, os amigos, a família.

 

“Os ingleses fizeram a barba antes de invadir a Normandia”, dizia ele ao nos ver com a barba de dois ou três dias. E todos nós, de barba feita, vamos nos reunir para a sua despedida. Um último adeus. Um obrigado por tudo. Uma promessa final de manter vivos os seus valores e sua família.

Change

A campanha do Barack Obama pode ser a "brasileirização" da campanha americana como disse o Diogo Mainardi na coluna dele da Veja dessa semana. É bem verdade que o cara pega tão pesado quanto nossos políticos, que o New York Times se comportou como a Gazeta do Maranhão (ou coisa do gênero), mas a campanha dele tem grandes méritos, principalmente na parte de planejamento.

É genial você consiga associar um candidato a uma palavra simples como CHANGE, principalmente porque mudança é o que todo ser humano em qualquer lugar do mundo quer. E se é isso o que você quer, então é isso o que precisa ser oferecido ainda mais no meio da maior crise econômica mundial dos últimos 80 anos. Mas se pensarmos um pouco o conceito veio antes da crise. Interessante saber que a crise era previsível, mas a gente ouve todos os dias notícias de que fulano já sabia, que sicrano comemorou, que beltrano enriqueceu, etc. Todos eles fizeram o mesmo movimento da campanha de Barack Obama.

Na minha opinião, não era possível prever com 100% de certeza que a crise viria e, se viesse, que seria agora e, se viesse agora, que duraria tanto tempo. Ou seja: quem ganhou e ainda está ganhando dinheiro com a crise está três ou quatro movimentos a frente do oponente, assim como o pessoal da campanha de Obama e isso é o que há de mais genial no posicionamento e no trabalho realizado.

Mas: e se a crise não viesse? a campanha também teria sido brilhante, porque as pessoas estão sempre em busca de mudança e se alguém puder representar isso para você, melhor, muito melhor. No final da campanha uma nova palavra foi adicionada: HOPE e esperança faz parte da mesma família...quem sabe isso não seja só mais um discurso. Vale a pena uma olhada no site www.obama.com e no vídeo aó embaixo.

Wassup

Você passa uns dois ou três dias sem blogar. De repente você lembra que ainda não falou da briga do Nizan com o Fábio, pára, bloga e vai visitar o Blue Bus, coisa que eu já não fazia há um tempo. Aí você descobre que, enquanto isso nos Estados Unidos, ainda tem gente inteligente fazendo propaganda de primeiro mundo.

Acabei de assitir o vídeo da paródia do comercial da Budweiser, de oito anos atrás. Só que agora o foco é a política e o anunciante é o Barack Obama, aliás eleito pelo Ad Age como anunciante do ano.

Tempos de Crise

Vocês viram a briga do Nizan e do Fábio? Fiquei pensando se valia ou não a pena escrever sobre isso e decidi escrever...não sobre a briga, porque acho que tudo já foi falado, refalado, discutido e abafado, mas sobre os efeitos que uma briga dessas tem no nosso mercado. Voltamos a ser motivo de desconfiança de todos os empresários brasileiros, voltamos a nos comportar como crianças e justamente no evento mais importante da publicidade brasileira.

Não importa quem tem ou não razão, mas assistir um vídeo com dois dos melhores publicitários brasileiros discutindo e receber a carta que o Fabinho escreveu para o mercado (se é que ele realmente escreveu) é demais. Ninguém ganha nada com isso. Ninguém merece passar por isso.

Quando eu era garoto a propaganda tinha um apelo incrível. Todo mundo pensava que o mercado era um mundo cheio de glamour, fantasia e gente bem humorada trabalhando para contar e encantar. Não foi por isso que eu virei publicitário: na verdade eu estudava no Santo Inácio e quando saía de lá no final da tarde, andava até a Norton, na Dezenove de Fevereiro, pra pegar uma carona com a minha mãe que trabalhava lá. Enquanto esperava encontrava com figuras como Ney Cantinho, João Bosco, Gustavo Barroso e tantos outros que me fizeram acreditar que aquela era uma profissão de gente feliz.

Vinte e cinco anos depois ter que aturar a nossa profissão virar chacota, piadinha sem graça no Youtube e motivo de desconfiança, é forte. Ainda mais nos tempos de crise que vivemos, quando deveríamos estar preocupados em explicar para os clientes porque é tão importante investir agora. Pra detonar a imagem de publicitário basta o Marcos Valério que nem publicitário é. Mas Nizan e Fabinho !?!? Acho que a crise contagiou os neurônios dos dois.

3 Minute Ad Age

Ainda outro dia, navegando pelo Youtube encontrei um canal do Ad Age, pra quem não sabe: o mais importante veículo especializado em publicidade, marketing e mídia no mundo.

O canal oferece uma atualização diária, um programa de três minutos, falando sobre o que está acontecendo de mais importante no mundo da comunicação. Bom, me inscrevi no canal e passei a assistir diariamente esses programas, que servem com inputs ou insights (pra ficar no americanismo). Aí embaixo tem o post de ontem com a filha do Donald Trump vendendo comida natural...de microondas...tem de tudo.

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